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Todos Contra o Bullying

Um assunto que está popularizando nas salas de aulas não só do Brasil, mas do mundo todo, é o famoso bullying. Mas, o que é essa prática que leva crianças e jovens a depressão, isolamento social e em casos extremos até ao suicídio?

O site Nova Escola, traz a definição: ”Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.”¹

Para ajudar a criança que está sofrendo bullying é fundamental que a criança tenha total confiança no professor e se sinta segura para expor uma situação que muitas vezes é vergonhosa. Assim como o professor precisa ter apoio da gestão da escola para as medidas necessárias.

 

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Seguem alguns passos de como o professor pode lidar com o bullying (tirados do WikiHow²):

1 – Fique de olho. Se deseja impedir o bullying na sala de aula, vigie os alunos de perto. Observe-os nas salas, nos corredores e em outros ambientes. Assim, você pode controlar o comportamento enquanto ele ocorre.

Preste atenção nos alunos durante atividades; ouça o modo com o qual eles se comunicam para ficar de olho em apelidos e grosserias. Fique esperto também com comportamentos físicos como beliscões, cutucões e outros sinais de agressividade.

Observe os locais onde os alunos pensam que os professores não estão de olho. O bullying costuma ocorrer em banheiros, escadas e corredores. Por mais que você não possa observar os alunos o tempo inteiro, caminhe por estes ambientes quando estiver livre. Peça que outros professores façam o mesmo e reportem sinais de bullying.

2 – Controle o comportamento sem utilizar rótulos. Alguns alunos podem sentir-se apreensivos ao serem considerados “bullies”. Os pais podem ficar na defensiva quando seus filhos são acusados de bullying. Ao notar um aluno praticando bullying, controle o comportamento, mas evite citar a palavra “bullying”, pois ela pode causar resistência desnecessária e impedir uma solução eficaz para o problema.

Converse sobre o comportamento específico que observou e explique o por que dele ser um problema. Por exemplo, não diga algo como “Carlos, percebi que estava praticando bullying com o Marcos durante a aula de educação física”. Prefira falar sobre o comportamento problemático diretamente, como em “Carlos, notei que estava chamando atenção para o peso do Marcos durante a aula de educação física”.

Faça com que o aluno compreenda que o comportamento estava errado e quais eram as consequências disso. Por exemplo: “O peso é um assunto muito sensível, falar do peso dos outros pode ser uma experiência vergonhosa e nociva para a pessoa”. Informe o aluno se há alguma punição para bullying, dizendo algo como “De acordo com nosso guia de professores, você precisará conversar com o psicólogo da escola e escrever um pedido de desculpas para o Marcos”.

Lembre-se também de que os alunos que praticam bullying têm diferentes histórias. Um aluno pode ter problemas em casa que causem isso. Vá com cautela e apresente a oportunidade para que o aluno melhore como pessoa. Por exemplo: “Sei que você não quer magoar os outros. Essa conversa nos dará a oportunidade para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre como interagirmos melhor com os outros”.

3 – Elogie comportamentos positivos. É muito fácil apontar quando os outros fazem algo errado, mas os alunos precisam de reforços positivos. Discuta o bullying no ato, mas fique de olho também nos comportamentos positivos. Elogie o aluno quando ele demonstrar compaixão e gentileza, utilizando-o como exemplo para a classe.

Os jovens ficam frustrados quando são repreendidos por comportamentos ruins, mas não são elogiados por comportamentos adequados. Por mais que não pense que devam ser recompensados por fazerem o que deveriam fazer, lembre-se de que as pessoas que praticam bullying estão sempre testando seus limites e podem não compreender o que é um comportamento adequado. Isso precisa ser ensinado!

Ao ver o aluno realizando um comportamento positivo, destaque-o. Diga algo como “Carlos, o vi ajudando o Elias com o problema de matemática outro dia. Gostei de vê-lo encorajando um aluno com dificuldade. Acredito que isso pode ajudar com a autoestima dele, pois ele costuma ficar com vergonha ao ter dificuldade com a matéria”.

Apontar bons comportamentos ajuda alunos a aprender a conduta adequada. Quando são elogiados, os alunos tendem a evitar o bullying e a realizar comportamentos mais gentis com relação a outros alunos.

4 – Envolva os pais caso o aluno não pare. A situação é complicada, pois muitos pais são relutantes a reconhecer que o filho tem um problema. Apesar disso, o envolvimento deles é vital para controlar o bullying na sala de aula.

Evite termos associados ao “bullying”, pois eles têm uma conotação muito negativa. Mesmo que acredite tratar-se de bully, o uso do termo não o ajudará a contornar a situação de modo eficaz. Concentre a conversa em comportamentos específicos, não termos.

Utilize uma abordagem multifacetada ao discutir o problema com os pais. Converse sobre a atitude do aluno com relação à escola, aos amigos, ao comportamento na classe e às notas. Todos estes fatores afetam o modo com o qual o aluno trata os outros; faça perguntas e ofereça sugestões aos pais para aprender a fazer uma mudança positiva.

Ao conversar com os pais, apresente-se como aliado, não como uma figura autoritária. Mantenha as conversas positivas e reforce o quanto deseja ajudar o filho deles a lidar com as emoções de modo positivo. Comece a conversa com algo como “Me importo com todos meus alunos e quero ver seu filho realizar mudanças positivas que o tornarão um melhor aluno”.

 

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5 – Estabeleça uma comunicação aberta dentro e fora da classe. Os alunos e os pais devem vê-lo como uma pessoa confiável com quem conversar sobre preocupações. Isto o ajudará a monitorar o bullying dentro da sala.

Discuta os problemas assim que eles surgirem. Chame os pais assim que perceber um problema com o filho deles. Caso um aluno pareça irritado ou incomodado, pergunte o que há de errado com ele. Mantenha uma audição empática, repetindo o que o aluno disser para demonstrar que está ouvindo e compreendendo.

Seja aberto com os pais. No início do ano letivo, envie boletins informativos para os pais com seu telefone e endereço de e-mail. Diga que eles são convidados a conversarem com você sobre quaisquer problemas relacionados à educação dos filhos. Assim, os pais podem contatá-lo imediatamente caso o filho deles esteja sofrendo bullying. Por mais que você fique de olho, nem sempre é possível identificar todos os casos na sala.

 

É importante ressaltar que, além de remediar o bullying quando este ocorre, a escola deve criar um ambiente seguro que o previna de acontecer.

Por isso, a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) sugere as seguintes atitudes para um ambiente saudável na escola:

  • Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
  • Estimular os estudantes a informar os casos;
  • Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;
  • Criar com os estudantes, regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
  • Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;
  • Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying.

O bullying não é brincadeira. Caso você tenha se sentido ofendido com algum apelido ou atitude, você tem o direito de procurar ajuda. E a escola tem o papel de prevenir, identificar e solucionar.

 

Referências:

1 – https://novaescola.org.br/conteudo/336/bullying-escola

2 – https://pt.wikihow.com/Combater-o-Bullying-na-Sala-de-Aula

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